
Quando Dacota nasceram ficaram todos horrorizados. Metade de uma criança. A mãe foi a que parecia menos horrorizada; lembrou-se imediatamente da maldição de Simontoke. Concretizou-se…
O Lucas acha que quem nasceu primeiro foi o outro. E para mim o outro foi o lado esquerdo. Em mim o lado esquerdo é mais forte, é o lado do coração.
Rapidamente todos se habituaram a ver metade de um pretito, ali pela mata, a saltitar, apenas com uma perna.
Cresceram inseparáveis e tornaram-se duas metades de homens, uma esquerda e uma direita. Aconteceram muitas histórias nas suas vidas; eu nunca consegui perceber se eram irmãos ou a mesma pessoa, separada em duas metades iguais, para sempre.
Sempre que um deles se encontrava em perigo, apareciam gotas de sangue no vidro do relógio do outro, a indicar o caminho até ele. Então corria, só com uma perna, descalço por entre os matagais para o ajudar.
Um dia as gotas de sangue começaram a aparecer no vidro do relógio de Dacota, então começou a correr ao encontro de Dacota, não paravam, até que quase preenchiam todo o relógio. Correu… Foi, foi, foi… Era já uma mancha de sangue. Foi, foi, foi… E caiu, num buraco