K Y L E R I S M
kyler kylerism filmaria kyleria kylerisse
domingo, julho 16
sábado, julho 15
aprendi a gostar de tintos contigo
lembras-te quando eu só gostava de vinhos brancos? a meio da noite iamos para a cozinha e fazias uma refeição como se estivessemos em pleno dia. bebiamos tinto... depois voltavamos para o quarto. dormiamos. aprendi a gostar de tintos contigo
quinta-feira, julho 13
quarta-feira, julho 12
terça-feira, julho 11
sábado, julho 8
sexta-feira, julho 7
quinta-feira, julho 6
Não me lembro há quanto tempo não pensava em morrer. Há quanto tempo não pensava no meu forno eléctrico. Parece o forno da Barbie. Há quanto tempo não pensava em reality shows. Não há mais nada a dizer, foi tudo dito, até mesmo:
“ I’m not afraid of
Who you are “
É isto a serenidade. Já nada é verdadeiramente belo. Resta-nos apenas dormir.
Vamos dormir! Haverá sempre algo novo para dizer?
“ I’m not afraid of
Who you are “
É isto a serenidade. Já nada é verdadeiramente belo. Resta-nos apenas dormir.
Vamos dormir! Haverá sempre algo novo para dizer?
sábado, julho 1
sábado, junho 24
isto dá direito a post
eu tou sempre a foder, tipo no sabado, é só rir, com pausas para beber aguardente-de-sacavém, mais rir mais foder, com direito a tudo o que temos direito e o que não temos, há dias assim, foi lindo, há alturas em que uma mulher nunca fala demais; o entusiasmo e os sorrisos, quiz que lhe lambesse a cona e fez questão de a passar por água mentolada, não foi no sabado foi na terça
terça-feira, junho 13
segunda-feira, junho 12
Carta a Mário de Sá-Carneiro
"Escrevo-lhe hoje por uma necessidade sentimental - uma ânsia aflita de falar consigo. Como de aqui se depreende, eu nada tenho a dizer-lhe. Só isto - que estou hoje no fundo de uma depressão sem fundo. O absurdo da frase falará por mim. Estou num daqueles dias em que nunca tive futuro. Há só um presente imóvel com um muro de angústia em torno. A margem de lá do rio nunca, enquanto é a de lá, é a de cá; e é esta a razão íntima de todo o meu sofrimento. Há barcos para muitos portos, mas nenhum para a vida não doer, nem há desembarque onde se esqueca. Tudo isto aconteceu há muito tempo, mas a minha mágoa é mais antiga. Em dias da alma como hoje eu sinto bem, em toda a minha consciência do meu corpo, que sou a crianca triste em quem a vida bateu. Puseram-me a um canto de onde se ouve brincar. Sinto nas mãos o brinquedo partido que me deram por uma ironia de lata. Hoje, dia catorze de Marco, às nove horas e dez da noite, a minha vida sabe a valer isto. No jardim que entrevejo pelas janela caladas do meu sequestro, atiraram com todos os baloucos para cima dos ramos de onde pendem; estão enrolados muito alto; e assim nem a ideia de mim fugido pode, na minha imaginacão, ter baloucos para esquecer a hora. Pouco mais ou menos isto, mas sem estilo, é o meu estado de alma neste momento. Como à veladora do "Marinheiro" ardem-me os olhos, de ter pensado em chorar. Dói-me a vida aos poucos, a goles, por interstícios. Tudo isto está impresso em tipo muito pequeno num livro com a brochura a descoser-se. Se eu não estivesse escrevendo a você, teria que lhe jurar que esta carta é sincera, e que as coisas de nexo histérico que aí vão saíram espontâneas do que me sinto. Mas você sentirá bem que esta tragédia irrepresentável é de uma realidade de cabide ou de chávena - chia de aqui e de agora, e passando-se na minha alma como o verde nas folhas. Foi por isto que o Príncipe não reinou. Esta frase é inteiramente absurda. Mas neste momento sinto que as frases absurdas dão uma grande vontade de chorar. Pode ser que, se não deitar hoje esta carta no correio amanha, relendo-a, me demore a copiá-la à máquina, para inserir frases e esgares dela no "Livro do Desassossego". Mas isso nada roubará à sinceridade com que a escrevo, nem à dolorosa inevitabilidade com que a sinto. As últimas notícias são estas. Há também o estado de guerra com a Alemanha, mas já antes disso a dor fazia sofrer. Do outro lado da Vida, isto deve ser a legenda duma caricatura casual. Isto não é bem a loucura, mas a loucura deve dar um abandono ao com que se sofre, um gozo astucioso dos solavancos da alma, não muito diferentes destes. De que cor será sentir? Milhares de abracos do seu, sempre muito seu, FERNANDO PESSOA
P.S. - Escrevi esta carta de um jacto. Relendo-a, vejo que, decididamente, a copiarei amanha, antes de lha mandar. Poucas vezes tenho tão completamente escrito o meu psiquismo, com todas as suas atitudes sentimentais e intelectuais, com toda a sua histero-neurastenia fundamental, com todas aquelas intersecções e esquinas na consciência de si-próprio que dele são tao características... Você acha-me razão, não é verdade?"
Pessoa, Fernando, Livro do Desassossego por Bernardo Soares
P.S. - Escrevi esta carta de um jacto. Relendo-a, vejo que, decididamente, a copiarei amanha, antes de lha mandar. Poucas vezes tenho tão completamente escrito o meu psiquismo, com todas as suas atitudes sentimentais e intelectuais, com toda a sua histero-neurastenia fundamental, com todas aquelas intersecções e esquinas na consciência de si-próprio que dele são tao características... Você acha-me razão, não é verdade?"
Pessoa, Fernando, Livro do Desassossego por Bernardo Soares
sábado, maio 13
domingo, abril 30



Je t'aime, Je t'aime
Oui je t'aime
Moi non plus
Oh mon amour
Comme la vague irrésolue
Je vais, je vais et je viens
Entre tes reins
Je vais, et je viens
Entre tes reins
Et je Me retiens
Je t'aime, je t'aime
Oh oui je t'aime!
Moi non plus.
Oh mon amour
Tu es la vague, moi l'île nue
Tu vas, tu vas et tu viens
Entre mes reins
Tu vas et tu viens
Entre mes reins
Et je Te rejoins
Je t'aime je t'aime
Oh oui je t'aime
- Moi non plus
Oh mon amour
Comme la vague irrésolue
Je vais, je vais et je viens
Entre tes reins
Je vais et je viens
Entre tes reins
Et je me retiens
Tu vas, tu vas et tu viens
Entre mes reins
Tu vas et tu viens
Entre mes reins
Et je Te rejoins
Je t'aime je t'aime
Oh oui je t'aime Moi non plus
Oh mon amour
L'amour physique est sans issue
Je vais je vais et je viens
Entre tes reins
Je vais et je viens
Je me retiens
Non! maintenant
Viens
sexta-feira, abril 28
Bluer than velvet was the night
Softer than satin was the light
From the stars
She wore blue velvet
Bluer than velvet were her eyes
Warmer than May her tender sighs
Love was ours
Ours a love I held tightly
Feeling the rapture grow
Like a flame burning brightly
But when she left, gone was the glow of
Blue velvet
But in my heart there'll always be
Precious and warm, a memory
Through the years
And I still can see blue velvet
Through my tears
quarta-feira, abril 26
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