K Y L E R I S M

K  Y  L  E  R  I  S  M
kyler kylerism filmaria kyleria kylerisse

segunda-feira, abril 23

Poderá uma feminista ser doméstica? Ou terá de ser obrigatoriamente advogada, jornalista, professora universitária, etc? As feministas desprezam as doméstica, porquê?

quinta-feira, abril 5


- Tens namorada?
- Tenho.
- Tava a pensar apresentar-te uma amiga, mas assim... Ou tu és cafajeste?

segunda-feira, março 26

sexta-feira, março 23

ORÁCULO

Caro Oráculo,
Pertencerei eu à massa jovem acrítica de esquerda, ou neo liberal?
E para que interessa isto?

quarta-feira, março 7


mais de 10 anos como funcionário público, mais um dia de férias; este ano são 26 dias

domingo, março 4

Tens o farol de trás partido?

Catalim Catalim

Hoje não me apetecia amor, só me apetecia cinema. Tiros, sangue e corpos a cair para o lado. E personagens fortes, sem sentimentos, sem sexo. Perseguições e identidades falsas.
Ao jantar comi robalo.

sexta-feira, março 2

Puta da Ganância

- Devemos ser mais simpáticos que vocês... - sorriu -me ela enquanto levantava os pratos.
- Os outros não sei mas tu és muito querida - disse interrompendo o silêncio. Como se para mim tanto se me desse que ela fosse simpática. No fundo as miúdas de 21 anos são simpáticas ainda que como alguem me dissera ela era uma em cem...
Acabou de levantar as mesas e não me disse nada. Provavelmente ela sabia que ser simpática ou querida, em especial querida e nos dias que correm, não era grande elogio ou observação. O seu silêncio tipo chuva em mar calmo indiciava porém uma recepção indiferente à minha tirada bastante querida.
Olhei em frente e matei o assunto com o silêncio casual como se toda a gente soubesse que ela , a Juliana, era muito querida e que eu apenas tinha confirmado um facto trivial e quotidiano.
Enfim, ela não se apercebeu completamente do que estava por detrás do que havia dito, em primeiro porque no fundo consegui não parecer obsequioso e em segundo porque as raparigas de 21 anos, algo inseguras de si mesmas simplesmente não encaixam ainda bem este tipo de elogios referentes à sua simpatia... daí o silêncio.
- Devo andar bêbeda de tanta cola que bebi... - voltou ela com um enorme sorriso metálico a iluminar-lhe as diferentes cambiantes colores do seu alvo rosto.
- Pois é deves mesmo andar bêbeda, andas por aí toda simpática a rires-te para toda a gente ... - mais uma vez a dar - lhe gás, espetei-lhe com esta tirada estúpida, baseado no facto de ela estar bêbeda com cola.
- Eu sou simpática pós meus amigos?!! - o.k., pensei, não apanhou o isco ... disfarça!
- Sim eu sei, mas com a cola toda que bebeste andas muito mais simpática não é? - disse , recolhendo o lixo e fingindo estar ocupado. Ri-me , matei o assunto e desapareci...
A culpa havia sido minha, fui obsequioso, ou como diria o Milas foi mas foi a Puta da Ganância. A Puta da Ganância.

quarta-feira, fevereiro 21

É isto

W dizia-lhe: " Bebe uma bebida amarga! Vais ver que vais ficar melhor. Se eu tivesse na tua situação, beberia uma bebida amarga. Se beberes fico contigo."
W é uma mulher extraordinária. E se calhar ninguém sabe.
K em mutismo, não lhe respondia, matinha o olhar no infinito.
O mundo continuava a acontecer. Eu ali ao lado, continuava a negociar. Estava feliz porque estava a negociar, e o mundo continuava, sem parar, a acontecer.
Apetecia-me intervir. Apetecia-me um final feliz: que K bebesse, que W conseguisse.
Therese aparecia de vez em quando e pedia-me: " Diz-me que tenho uma costela partida!" Mais uma vez queria um final feliz, mas não podia. "Se quiseres parto-te uma costela.", disse-lhe, mas ela já não ouviu.
K começou a chorar, primeiro em silêncio, deitou as mãos à cabeça e depois tapou a cara. Eu estava a negociar. Deixei de ouvir, olhei para K, apeteceu-me chorar, abraçar K e acabar com aquilo; continuei a negociar. Parou de chorar.
W não iria conseguir. " K, bebe uma bebida amarga, vai fazer-te bem!", disse eu. Olhou para mim e voltou a olhar para o infinito.
W não conseguiu.

Mudar de ideias é sinal de inteligência

Ontem K estáva em angústia profunda. Não conseguia decidir entre uma bebida amarga e nada.

terça-feira, fevereiro 13


Abriu a primeira porta que viu à mão e entrou.
Os seus olhos fotografaram instantaneamente o quarto.
Viu-a pelo espelho, imóvel, no limiar da porta.
Ela adiantou-se; ele tirou a pistola da algibeira.
Estremeceu a noite fria envolta em nevoeiro.
Havia vagões e pilhas de carvão por todos os lados.
Dentro da casa não havia sinal de vida.
Enfiado pela chaminé estava um corpo de mulher.
Quem matou a chabala (chabala)?
Firefox